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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vendas de moto sobem 17% na 1ª quinzena de julho


Segundo dados divulgados pela Abraciclo (associação que reúne os fabricantes de motocicletas), nos primeiros quinze dias de julho foram emplacadas 87.775 motos, o que representa uma elevação de 2% em relação ao mês anterior, na qual foram comercializadas ao consumidor final 86.284 unidades.
Os números apresentam um avanço de 17% em comparação ao mesmo período de julho de 2010 (75.283). Considerando a média diária de vendas nos primeiros quinze dias (7.979), a previsão de emplacamentos para o mês seja de 167.500 motocicletas, o que representa uma alta de 4% em relação a junho (161.769) e 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 147.921 unidades.




Fonte:
Agência Infomoto

EVENTOS

domingo, 7 de agosto de 2011

SEGUROS fique tranquilo se sua moto estiver segura Criamos um tutorial sobre seguro para motos e mostramos como fazer o melhor negócio na hora de proteger seu patrimônio




texto Marcelo Assumpção fotos Mario Villaescusa e divulgação

É comum ligarem para pedir o seguro de uma moto porque um amigo recomendou que o valor vale a pena", conta o corretor José Ferreira, da Spotnet Corretora de Seguros. O erro é comum a quem pensa em fazer o primeiro seguro e ele explica que "a resposta sempre surpreende, porque o valor nunca é o mesmo". Uma cotação de seguro nunca é igual à outra, pois considera pelo menos duas dezenas de fatores que variam a cada caso. Entre eles, a idade do segurado e das pessoas com quem reside, tipo de garagem onde a moto ficará estacionada, freqüência de uso, valores das coberturas e, o principal, o endereço. Este pode ser o vilão ou herói da apólice, que produz as maiores variações no custo do seguro, o chamado prêmio (veja “Dicionário” abaixo).

Cotamos o seguro para uma Yamaha Fazer 250 nova, moto cujo custo de seguro é considerado mediano, usando um perfil também intermediário entre o ideal e o pior possível. A diferença foi de mais que o dobro mudando o endereço do bairro de Moema para o de São Mateus, em São Paulo (SP): as melhores cotações no mês de agosto (critério utilizado para todos os valores publicados nesta reportagem) foram, respectivamente, de R$ 1.156 para a Zona Sul e R$ 2.524 para a periferia Leste da cidade, região com maior índice de roubos e furtos. Portanto, se você mora em uma cidade grande e está pensando em mudar de endereço, já pode incluir o cálculo do seguro na decisão.

O segundo item que mais influencia o valor da apólice é o perfil do segurado, em especial a idade. Sai mais caro para os que estão próximos dos 18 anos, solteiros, moram em casa, residem com outras pessoas de 18 a 24 anos e usam a moto diariamente porque é o único veículo que possuem. O valor do prêmio cai conforme a idade aumenta, em especial a partir dos 30 anos. Já o melhor perfil possível é de quem está casado, mora em apartamento com garagem fechada e sem pessoas recém-habilitadas. Nessas condições, mantendo o mesmo exemplo da Fazer e usando um endereço considerado mediano em índice de roubos e furtos, o valor é reduzido de R$ 2.692 com o pior perfil possível para R$ 1.144 se o condutor tiver 30 anos e um bom perfil, como o descrito acima. E cai até R$ 654, para quem tem 70 anos.

É verdade que perfil e endereço dificilmente se modifica, mas há uma série de opções que dependem exclusivamente do segurado e podem fazer toda a diferença no preço. Começando pelas coberturas, que em caso de sinistro afetam o bolso e o tamanho da dor de cabeça do segurado: o valor coberto pelo seguro em caso de danos materiais (a outro veículo) ou corporais (outra pessoa) pode variar de R$ 20 mil a R$ 700 mil, diferença que no mesmo exemplo da Fazer 250 soma apenas R$ 30 a serem pagos por um ano de seguro. Em outras palavras, aumentar o valor dessas duas coberturas custa pouco considerando o possível prejuízo de bater em um carro de luxo. Também é preciso ficar atento para evitar prejuízos com reduções de custo causadas pela eliminação de coberturas, um negócio que definitivamente não vale a pena. Retirando as indenizações em casos de colisão e danos a terceiros, além da assistência 24 horas, o desconto é de cerca de 10%. Pequeno por um seguro pela metade ou, no mínimo, bem seletivo.


seguro-ultima-versão-3.jpgMotos custom têm prêmio reduzido pelo baixo índice de sinistro


Bons e maus descontos
Na composição de sua apólice também é possível alterar os valores da franquia (valor pago pelo segurado para acionar a seguradora) e da indenização por perda total (furto, roubo, incêndio ou colisão grave). O valor da franquia pode ser eleva
do para reduzir o do prêmio, a chamada franquia majorada, que custa até o dobro em troca de uma redução que não costuma chegar a 5% do custo da apólice. Em números, se precisássemos acionar o seguro da Fazer pagaríamos nada menos que R$ 2.909 em vez dos R$ 1.455 da franquia comum, em troca de uma redução insignificante no valor do prêmio (de R$ 1.682 para R$ 1.616). Se esse é um mau negócio, modificar a indenização em caso de perda total já é trocar seis por meia-dúzia. A indenização é paga com base no valor de mercado aferido pela Fipe, que pode ser reduzido a 75% ou ampliado para 110% do preço na tabela, à escolha do segurado no momento de compor a apólice. Em ambos os casos, a variação no custo da apólice é quase proporcional à variação da indenização. O prêmio de seguro da Fazer com indenização de 75% do valor de mercado, por exemplo, cairia de R$ 1.682 para R$ 1.328, ou seja, um desconto de 21% para uma redução de 25% na indenização.

Se você chegou até aqui, já sabe como negociar sua apólice com o corretor de seguros. Mas não é só, porque raras são as pessoas que não trabalham no meio e sabem que é possível melhorar o custo do seguro barganhando a comissão do corretor, que é embutida a critério dele no valor do prêmio. A comissão varia de 10% a 30% do custo do seguro ou até R$ 400 em nosso exemplo, com a Fazer. Agora que o universo dos seguros está desmistificado, já sabe: se estiver pensando em comprar uma moto, informe-se quanto ao valor do seguro para decidir com propriedade, sem dar chance a surpresas desagradáveis.


Dicionário
BÔNUS — escala de pontuação do segurado que varia de 0 a 10 e concede descontos no momento de renovar a apólice. A cada ano encerrado sem acionamento da seguradora o bônus sobe em um ponto e amplia a porcentagem de desconto concedido para a apólice do ano seguinte.

FRANQUIA — valor cobrado para o acionamento do seguro, que varia para cada modelo de moto, e serve para inibir pedidos de pequenas reparações.

INDENIZAÇÃO — valor que varia de 75% a 110% do valor de mercado do bem, de acordo com a tabela Fipe, e é pago em caso de perda total por furto, roubo, incêndio ou colisão grave, quando o reparo custar mais que o valor da moto na tabela.

PRÊMIO — custo da apólice de seguro pelo período de um ano.

SINISTRO — qualquer ocorrência coberta pelo seguro e que resulte em acionamento da seguradora.

Confira abaixo as condições de algumas seguradoras consultadas

seguro-ultima-versão-5.jpgFaz seguro de motos a partir de 250 cc limitando o uso ao fim de semana, mas acima de 400 cc aceita o uso diário. Há opção de cobertura complementar para equipamentos de segurança, repostos em caso de acidente.

seguro-ultima-versão-6.jpgAceita motos de baixa cilindrada apenas em cidades com baixo índice de roubos (não conseguimos cotar para a Fazer, por exemplo). Está praticando valores significativamente menores para motos a partir de 500 cc.

seguro-ultima-versão-7.jpgA partir de 500 cc.

seguro-ultima-versão-8.jpgA partir de 500 cc.

seguro-ultima-versão-10.jpgPara todas as cilindradas e uso diário, desde que não configure uso profissional.

seguro-ultima-versão-9.jpgAceita motos de baixa cilindrada apenas em cidades com baixo índice de roubos.

O seguro na compra da moto
Se você mora em uma cidade onde roubos e furtos de motos são comuns, a cotação de seguro deve se tornar pré-requisito para a compra. Há modelos cuja contratação se torna inviável devido ao elevado índice de roubos ou mesmo pela idade da moto, que faz a seguradora supor maior risco de acidente por falta de manutenção. A atual campeã em custo de seguro é a Honda CB 300R, que para o mesmo perfil usado nas cotações da Fazer pede um gasto de R$ 2.704 ou 21% de seu valor de mercado por um ano de seguro (na melhor cotação, pois há seguradoras que pedem até 40% do valor da moto). Já entre os seguros mais em conta estão os das BMW e custom importadas, em especial as Harley-Davidson. "A lógica da seguradora é simples: esse perfil de consumidor costuma fazer a manutenção da moto em oficinas autorizadas, por isso não existe demanda para o mercado de peças usadas", explica Ferreira, da corretora Sportnet. O prêmio de uma Harley Night Rod Special avaliada em R$ 73.620 (foto acima) é de apenas R$ 1.760, quase o mesmo da Fazer, ou somente 2,4% do valor do bem. Com relação às motos mais antigas, usamos como parâmetro a Honda Falcon 400, que permaneceu nove anos em produção, até o fim do ano passado. O seguro da 2008 custa R$ 1.666, enquanto o do modelo 1999 sobe para R$ 2.203 apesar da queda no valor da moto para cerca de metade do preço.

REVISTA DUAS RODAS